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A Hyundai desenhou um carro só para a China, e o resultado custa menos de metade do que o elétrico mais barato à venda nos Estados Unidos

Redação Eletrificados · 22 de agosto de 2026·2 min de leitura
A Hyundai desenhou um carro só para a China, e o resultado custa menos de metade do que o elétrico mais barato à venda nos Estados Unidos

A Hyundai abriu, esta sexta-feira, no Salão Automóvel de Chengdu, as pré-vendas do Ioniq V, o primeiro modelo de produção da sua marca dedicada a elétricos, Ioniq, feito de raiz para o mercado chinês. Os preços de pré-venda vão dos 119.900 aos 139.900 yuans (entre cerca de 17.700 e 20.900 dólares), um valor que, convertido diretamente, fica a menos de metade do preço do elétrico mais barato à venda nos Estados Unidos. O lançamento comercial oficial está previsto para setembro.

O Ioniq V é a versão de produção do conceito Venus, mostrado pela primeira vez no Salão de Pequim, em abril, e todo o processo de desenvolvimento foi liderado pelo centro de design da Hyundai na China, pensado especificamente para o gosto dos consumidores chineses. É um sedan fastback de dimensões médias, com 4.900 mm de comprimento, 1.890 mm de largura e 1.470 mm de altura, e uma distância entre eixos generosa de 2.900 mm, cerca de 30 cm mais comprido do que um Toyota Prius, ao qual o desenho tem sido frequentemente comparado pela imprensa internacional, com portas sem moldura e um capô que se funde numa única linha com o para-brisas.

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Assenta na plataforma elétrica dedicada E-GMP da Hyundai, com arquitetura de 800 volts, e está disponível com duas baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP), fornecidas pela CATL: uma de 53,5 kWh, associada a um motor de 140 kW (188 cv), com autonomia CLTC entre 520 e 540 km; e outra de 66,8 kWh, associada a um motor de 168 kW (225 cv), com autonomia entre 620 e 650 km. No interior, destaca-se um ecrã central de 27 polegadas e resolução 4K, com o processador Qualcomm Snapdragon 8295, integração com assistentes de inteligência artificial chineses como o Ernie Bot (da Baidu) e o Doubao (da ByteDance), e um head-up display batizado “Cyber Eye”. A condução assistida foi desenvolvida em parceria com a Momenta, empresa chinesa especializada nesta tecnologia, com funcionalidades de nível 2+ tanto em autoestrada como em cidade.

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O lançamento surge num momento em que a Hyundai precisa mesmo de bons resultados na China: a marca entregou apenas 6.610 unidades no país em julho, um desempenho fraco face à concorrência local. Para já, a Hyundai não tem planos anunciados de exportar o Ioniq V para fora da China, embora já tenha admitido a intenção de, no futuro, levar esta linguagem de design a outros mercados. A marca definiu ainda uma meta mais ampla para o país: lançar 20 novos modelos eletrificados na China nos próximos cinco anos, com o objetivo de atingir 500 mil vendas anuais até 2030.

Fontes: CnEVPost, CarNewsChina, Electrek, The Electric Viking, Digital Trends.

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