A mais nova marca da Huawei está a ponderar deixar os clientes trocarem de bateria em vez de carregar
A Epicland, marca de luxo criada pela Dongfeng em parceria com a Huawei, está a estudar a introdução de um sistema de troca de bateria nos seus futuros modelos, segundo avançou a CnEVPost, citando o jornal chinês 21jingji. Se o plano avançar, a Epicland tornar-se-ia uma das primeiras marcas dentro do vasto ecossistema automóvel da Huawei a adotar esta tecnologia, que já explicámos aqui a propósito de outras marcas chinesas.
A lógica por trás desta ponderação é essencialmente económica: separar o custo da bateria do preço de tabela do carro reduz o investimento inicial exigido ao comprador, ao mesmo tempo que oferece um tempo de reabastecimento próximo do de um carro a combustão a abastecer. Para uma marca ainda recente como a Epicland, aderir a uma rede de troca de bateria já madura, em vez de construir a sua própria infraestrutura de raiz, reduziria também o capital necessário e encurtaria o tempo até se conseguir cobertura relevante. A CATL, que já é uma das principais fornecedoras de baterias da Epicland, surge como parceira natural para esta eventual adesão, até porque a Dongfeng já tinha trabalhado anteriormente com a CATL no desenvolvimento de ecossistemas de troca de bateria em cidades como Wuhan e Xiangyang. A CATL tem como meta ultrapassar as 3.000 estações de troca de bateria até ao final de 2026, já com parcerias estabelecidas com fabricantes como a Seres, a Changan, a Chery e o Grupo GAC.
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Abrir o comparador →A Epicland nasceu da colaboração entre a Dongfeng e a divisão de soluções inteligentes automóveis da Huawei, com um investimento anunciado de 10 mil milhões de yuans (cerca de 1.463 milhões de dólares) e uma equipa de 5.000 pessoas dedicada ao projeto. O primeiro modelo da marca, o X9, um SUV de seis lugares posicionado no segmento de luxo acima dos 500 mil yuans, abriu pré-vendas a 18 de agosto, com três versões de autonomia estendida entre os 299.800 e os 379.800 yuans (entre cerca de 44.200 e 56.000 dólares). Tecnicamente, o X9 assenta numa plataforma de 800 volts, com uma bateria de 74,29 kWh na versão de autonomia estendida, rendendo até 465 km só em modo elétrico e mais de 1.500 km de autonomia combinada. A versão 100% elétrica, ainda sem preço confirmado, promete uma bateria de 140 kWh e até 850 km de autonomia CLTC. Equipado de série com o sistema de condução assistida Qiankun ADS 5 da Huawei e um sensor LiDAR de 896 canais, o X9 inclui ainda um robô-assistente de inteligência artificial batizado “Hamomo” e um ecrã de realidade aumentada de 75 polegadas.

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A Epicland já tinha anunciado planos para lançar mais três modelos novos em 2027, e não está sozinha nesta ponderação: outras marcas recentes têm vindo a explorar caminhos semelhantes, à medida que se torna cada vez mais difícil diferenciar produtos apenas através de tecnologia inteligente, quando as mesmas soluções de condução assistida e cockpit da Huawei já equipam várias marcas parceiras diferentes.
Fontes: CnEVPost, ChinaEVHome, China Daily.
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