A Tesla pode estar prestes a vender o negócio na China para se fundir com a SpaceX — e Elon Musk já veio desmentir tudo horas depois
O Wall Street Journal avançou, citando fontes anónimas, que a Tesla está a ponderar separar-se do seu negócio na China, através de uma venda, de uma cisão ou até do encerramento total das operações, para preparar caminho para uma eventual fusão com a SpaceX. Segundo o jornal, executivos da marca já teriam sido instruídos a preparar esse cenário, ainda sem calendário definido.
A fábrica de Xangai não é uma operação qualquer: é responsável por mais de metade da produção mundial da Tesla, alimentando não só o mercado chinês como também as exportações para a Europa e a Ásia. A unidade chegou a produzir o quarto milionésimo veículo fabricado na China.
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Abrir o comparador →O obstáculo apontado é geopolítico. A SpaceX é um dos principais contratantes de defesa e espaço do governo dos Estados Unidos, e qualquer ligação relevante a operações chinesas tende a atrair escrutínio de Washington, separar a Tesla China resolveria, em teoria, essa complicação regulatória antes de uma fusão.

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Poucas horas depois da notícia ser avançada, Elon Musk veio a público desmentir tudo, garantindo que o assunto nunca sequer chegou a ser discutido internamente e classificando o relato do WSJ como completamente falso. Musk foi mais longe, sugerindo que se deve partir do princípio de que qualquer notícia é falsa até prova em contrário.
A fusão entre a Tesla e a SpaceX já vinha a ser sugerida por Musk há meses, na apresentação de resultados do segundo trimestre, falou em cada vez mais sobreposição entre as duas empresas, remetendo os detalhes para os departamentos jurídicos. O portal Electrek nota que esta seria já a quarta operação em que Musk fica dos dois lados do negócio, e que a reestruturação transformaria a Tesla, na prática, numa holding virada para inteligência artificial e robótica, com potenciais desvantagens para os acionistas da fabricante de automóveis.
Fontes: Wall Street Journal (via Bloomberg e Reuters), Benzinga e Electrek
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