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Android Auto 17.2 está a falhar em todo o mundo, e afeta o iSMART dos nossos MG

Redação Eletrificados · 7 de julho de 2026·5 min de leitura
Android Auto 17.2 está a falhar em todo o mundo, e afeta o iSMART dos nossos MG

Se nos últimos dias o vosso Android Auto começou a desligar-se sozinho a meio da viagem, saibam que não é do vosso carro nem do vosso telemóvel. É um problema à escala global, e apanha-nos em cheio, porque o iSMART dos nossos MG depende precisamente do Android Auto para espelhar o telemóvel no ecrã.

A origem da confusão tem nome e número: a atualização 17.2 do Android Auto, mais concretamente a versão 17.2.662404, que a Google lançou no canal estável no passado dia 3 de julho. Bastaram poucas horas para as redes sociais e os fóruns se encherem de queixas de condutores furiosos.

Os sintomas são consistentes e conhece-os quem os apanhou. O Android Auto desliga-se de forma aleatória, a intervalos que vão de segundos a poucos minutos, deitando o ecrã do carro de volta ao sistema nativo antes de voltar a ligar. Muitos relatam que o crash acontece sobretudo quando começa a tocar áudio, ou após qualquer interação com o mapa ou com o leitor de música, obrigando a reconectar o telemóvel vezes sem conta. E, ao contrário de outros problemas do passado, este não escolhe marcas: há queixas de donos de telemóveis Google Pixel, Samsung Galaxy, OnePlus e Motorola.

Há um pormenor técnico importante para quem tem MG. Vários dos relatos apontam que são as ligações sem fios as mais castigadas por esta atualização. Quem usa o Android Auto por cabo parece safar-se melhor desta vez. Curiosamente, na vaga de problemas de março passado tinha sido ao contrário, com as ligações com fios a falharem e as sem fios a aguentarem-se. Esta inconsistência diz muito sobre a natureza errática destes bugs.

Perder a navegação, a música ou as chamadas em mãos-livres a meio da estrada não é apenas irritante, é uma distração perigosa, que nos tira os olhos da estrada exatamente no momento em que não devia.

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Sobre quem é mais afetado, há um ponto a esclarecer. A maioria dos relatos mais consistentes aponta que o problema atinge sobretudo quem está inscrito no programa beta do Android Auto, com as versões 17.1 e 17.2 no centro das queixas. Já quem se mantém na versão 17.0 estável tende a continuar a usar o sistema sem estas falhas recorrentes. Não é uma fronteira perfeita, há também alguns relatos em canal estável, mas se andam a ter estes problemas, a primeira coisa a verificar é se aderiram ao programa de testes.

E o que fazer, então, enquanto a Google não lança uma correção definitiva? Há três caminhos, do mais simples ao mais técnico.

O primeiro, e mais fácil, é sair do programa beta. Abrem a Play Store, procuram o Android Auto, descem até à secção do Programa Beta e carregam em Sair. Ao fim de uns minutos, o telemóvel volta ao canal estável.

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O segundo é desinstalar as atualizações recentes. Vão às Definições do telemóvel, depois a Aplicações, escolhem o Android Auto e, no menu de opções, carregam em Desinstalar atualizações. Convém reiniciar o telemóvel antes de voltar a ligar ao carro, e não custa nada limpar também a cache da aplicação.

O terceiro, para os mais desenrascados, é instalar manualmente a versão 17.0 estável através de um ficheiro APK, o chamado sideload. Aqui fica o aviso: façam-no apenas a partir de fontes reconhecidas e de confiança, e desativem a permissão de fontes externas assim que terminarem. Fica também a nota honesta de que, para alguns utilizadores, nem sequer reverter resolveu por completo.

Em qualquer dos casos, vale a pena desligar as atualizações automáticas da aplicação por uns tempos, para não voltar a apanhar a versão problemática logo a seguir. E há quem sugira, se o problema persistir, tentar mudar temporariamente de sem fios para cabo, ou vice-versa.

O mais preocupante, porém, é o padrão. Este é já o terceiro grande sobressalto do Android Auto em cerca de quatro meses. Em março houve uma vaga de crashes na ligação com fios, semanas depois surgiram problemas de desconexão, e agora isto. A imprensa internacional tem sido dura, falando abertamente de uma aplicação que serve de interface ao condutor a ser, na prática, testada em ambiente real dentro dos carros, o pior sítio possível para experiências.

A somar a tudo isto, a transição forçada para o novo assistente Gemini, que substitui o antigo Google Assistant, tem gerado ainda mais frustração. As queixas falam de respostas lentas, de o assistente não reconhecer contactos tão simples como “Mãe” ou “Pai”, de chamadas que falham com uma mensagem de erro, e de um assistente demasiado falador para tarefas que deviam ser instantâneas. Uma publicação da especialidade chegou a descrever a migração para o Gemini como um autêntico descalabro, e numa sondagem 40 por cento dos inquiridos consideraram o novo assistente pouco fiável. O problema de fundo é simples: num carro, um assistente de voz não precisa de ser brilhante, precisa de ser previsível e rápido a executar comandos básicos.

Para nós, donos de MG, a lição é dupla. Primeiro, se andam a ter estes problemas, já sabem que a culpa não é do carro. Segundo, e este é o ponto de fundo, ficamos reféns da qualidade do software da Google, porque o nosso sistema depende inteiramente do espelhamento. É mais um argumento a favor daquela velha discussão sobre se os construtores deviam apostar em sistemas próprios mais integrados, em vez de dependerem do Android Auto e do CarPlay. Curiosamente, é isso mesmo que várias marcas já começam a fazer.

Algum de vocês foi apanhado por esta vaga de falhas no MG? Usam sem fios ou por cabo, e conseguiram resolver revertendo a versão? E digam-me uma coisa: preferiam que a MG tivesse um sistema de navegação próprio à séria, ou o espelhamento do telemóvel chega e sobra? Contem aqui em baixo.


Fontes: Android Authority, 9to5Google, Android Police, PhoneArena, Tom’s Guide, TechRadar, autoevolution, SempreUpdate, Pplware

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