O Opel Corsa mais potente de sempre já não usa gasolina, e a Razão Automóvel já o conduziu
Décadas depois do lendário Corsa GSi de 1988, e do já saudoso Corsa OPC, a Opel decidiu ressuscitar a tradição dos seus pequenos desportivos, mas com uma mudança radical debaixo do capô: o novo Corsa GSE é 100% elétrico, e é oficialmente o Corsa de produção mais potente de sempre, com 207 kW (281 cv) e 345 Nm de binário, entregues exclusivamente ao eixo dianteiro. A Razão Automóvel testou o modelo em estrada e em circuito, em Viena, na Áustria, e atribuiu-lhe uma pontuação de 7,5 em 10 nas primeiras impressões.
O Corsa GSE junta-se a uma nova geração de pequenos desportivos elétricos que já temos vindo a acompanhar aqui, incluindo o Volkswagen ID. Polo GTI, o Alpine A290 e o CUPRA Raval VZ. Os números de desempenho confirmam a ambição: 0 aos 100 km/h em 5,5 segundos, velocidade máxima limitada a 180 km/h, apesar de um peso de 1.554 kg, inevitavelmente superior ao de um Corsa a combustão equivalente devido ao peso da bateria. Para compensar, a Opel baixou a suspensão em 25 mm, alargou as vias dianteira e traseira, e equipou o eixo dianteiro com um diferencial autoblocante mecânico, travões Alcon de quatro êmbolos e jantes de 18 polegadas.
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Abrir o comparador →Segundo o teste da Razão Automóvel, feito em pista molhada no circuito de Pachfurth, o diferencial autoblocante mostrou-se particularmente eficaz a distribuir o binário e a manter a trajetória mesmo com aderência reduzida, um resultado que os próprios jornalistas descreveram como surpreendente para um utilitário elétrico de tração dianteira. A autonomia varia consoante os pneus escolhidos: com os Michelin Pilot Sport 4S de série, fica-se pelos 350 km WLTP; com os pneus Hankook opcionais, de menor resistência ao rolamento, sobe até aos 374 km.

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O maior senão identificado pelo teste não está na condução, está no preço: o Opel Corsa GSE arranca nos 42.740 euros, um valor que, segundo a própria Razão Automóvel, está alinhado com a concorrência direta, mas que afasta o carro do espírito original dos “pocket rockets”, tradicionalmente pensados como a versão desportiva mais acessível de um modelo generalista. Para efeitos de comparação, o antigo Corsa OPC a gasolina, descontinuado há 11 anos, custava cerca de 25 mil euros, o equivalente a pouco mais de 31.500 euros atualizados pela inflação, uma diferença considerável face aos mais de 42 mil euros pedidos agora pela versão elétrica.
Fontes: Razão Automóvel, Opel (comunicado oficial).
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