O Renault 5 E-Tech ganhou mais autonomia sem mudar de bateria, e a explicação está nos retrovisores
O Renault 5 E-Tech, o citadino elétrico mais vendido em Portugal no mercado de particulares, acaba de ganhar mais autonomia homologada, sem que a Renault tenha mexido no tamanho de nenhuma das suas baterias. A atualização, confirmada a 12 de agosto por vários meios franceses especializados, abrange duas das versões da gama: a Autonomie Urbaine, equivalente à Evolution vendida em Portugal, com motor de 120 cv e bateria de 40 kWh, sobe de 312 para 321 km WLTP; e a Autonomie Confort, com motor de 150 cv e bateria de 52 kWh, sobe de 410 para 431 km WLTP, um ganho de 21 quilómetros.
A explicação para este aumento é mais simples do que se poderia esperar: em vez de aumentar a capacidade da bateria, a Renault foi buscar retrovisores mais aerodinâmicos, emprestados do Clio, que reduzem a resistência ao ar do R5 em velocidade de estrada. A isto soma-se uma recalibração discreta do sistema de gestão energética da bateria, que otimiza a forma como a energia disponível é distribuída ao longo do percurso. É um lembrete de que a autonomia de um elétrico não depende só do tamanho da bateria: a aerodinâmica e o software de gestão têm, muitas vezes, tanto impacto quanto os quilowatts-hora instalados.
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Abrir o comparador →O momento da atualização não é coincidência. A Renault enfrenta agora uma rival direta que não tinha em 2024, quando o R5 foi lançado: o Volkswagen ID.Polo, que promete 450 km de autonomia WLTP e chega ao mercado europeu ainda este ano. Mesmo depois desta atualização, o R5 continua a ficar atrás do rival alemão na versão mais equipada, mas a diferença estreitou-se de 40 para 19 quilómetros, uma resposta direta à pressão competitiva num segmento que se tem vindo a tornar cada vez mais disputado, com a chegada também da Citroën ë-C3 e de vários modelos chineses de preço equivalente.

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Fica, no entanto, uma peça em falta neste anúncio: a versão Five, a mais acessível da gama, com motor de 95 cv e preço a partir de 24.900 euros, não está incluída nesta atualização de autonomia. Segundo a Turbo.fr, também a 12 de agosto, a Renault prepara uma correção separada para esta versão de entrada, mas ainda sem data nem detalhes fechados. Um outro título da mesma ronda de notícias, da ABCMoteur, sugere que a mudança para a versão de entrada pode não ser sobre autonomia, mas sim sobre a chegada do carregamento rápido em corrente contínua, que a Five atualmente não tem, ao contrário das restantes versões da gama. Por agora, isto continua por confirmar oficialmente pela Renault, e vale a pena tratá-lo como isso mesmo: uma atualização anunciada, mas ainda sem contornos definidos.
A marca já tinha avisado que o R5 vai continuar a receber melhorias ao longo da sua carreira, com uma atualização técnica mais profunda prevista para 2027, que deverá incluir uma bateria de fosfato de ferro-lítio (LFP) na entrada de gama e capacidades revistas em alta, com o objetivo de aproximar o modelo dos 500 km de autonomia WLTP.
Fontes: L’Argus, LesVoitures.fr, Caradisiac, Auto-Moto, Turbo.fr, ABCMoteur.
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