Uma marca chinesa nascida da Seres, da CATL e da ByteDance prepara o seu primeiro carro, e pode vir a trocar de bateria em 99 segundos
A Aiva, uma marca chinesa de elétricos lançada em junho, está em conversações com a CATL para integrar o seu primeiro modelo de produção, o ME7, na rede de troca de baterias da fabricante, segundo avançou o LatePost, citado pela CnEVPost e pela CarNewsChina. O plano ainda está a ser definido, sem data certa para uma decisão final, mas o histórico de participação cruzada entre as duas empresas torna esta parceria praticamente natural.
A Aiva nasceu de uma combinação pouco habitual de acionistas: é apoiada pela Seres, a fabricante por trás da popular marca Aito, pela própria CATL, que detém cerca de 9,89% da Saidou Technology (a empresa-mãe da Aiva), e por capital estatal da cidade de Chongqing. A marca distingue-se ainda por uma forte aposta em inteligência artificial: colaborou com a Volcano Engine, a plataforma de nuvem e IA da ByteDance (dona do TikTok), para desenvolver o modelo de fundação Doubao, que vai equipar o cockpit inteligente dos seus futuros carros, sob o lema “a IA vem antes do carro”. Curiosamente, ao contrário de outros modelos da órbita Seres, a Aiva não deverá usar o sistema de condução assistida Qiankun da Huawei, apostando antes numa parceria com a startup DeepRoute.
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Abrir o comparador →O ME7, primeiro modelo de produção da marca, deverá estrear ainda este ano, com pré-vendas previstas para o início de 2027, tanto para o mercado chinês como para exportação. Vai ser fabricado na fábrica Phoenix da Seres, e deverá posicionar-se acima dos 200 mil yuans (cerca de 29.540 dólares), no segmento mainstream mais disputado da China. Segundo a CarNewsChina, é provável que o ME7 venha a usar a bateria “26# Chocolate” da CATL, uma célula de grande formato com arquitetura de 800 volts e 75 kWh de capacidade, lançada este ano especificamente para alargar a compatibilidade da rede de troca de baterias da CATL a veículos maiores, do segmento B ao C.

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Se a parceria avançar, o ME7 vai juntar-se a uma rede de troca de baterias que a CATL tem vindo a expandir de forma agressiva: a empresa já tinha, até 30 de junho, 2.000 estações de troca “Choco” em funcionamento, cobrindo 31 províncias e 180 cidades chinesas, com o objetivo de ultrapassar as 3.000 estações até ao final de 2026. Outros fabricantes já aderiram a esta mesma tecnologia este ano, como a GAC Aion, com o Aion RT, capaz de uma troca completa de bateria em apenas 99 segundos, e a BAIC Arcfox, com um sedan familiar ainda por revelar em detalhe. A troca de bateria continua a ser uma alternativa ao carregamento convencional relativamente rara fora da China, mas cada vez mais robusta dentro do país, à medida que mais fabricantes adotam padrões de bateria compatíveis entre marcas.
Fontes: CnEVPost, CarNewsChina, IAA Mobility.
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