Uma organização europeia diz que a UE está 93% dependente de petróleo importado, e a solução passa por eletrificar tudo
A organização europeia Transport & Environment (T&E) defende que a eletrificação dos transportes deve ser colocada no centro do Quadro das Energias Renováveis da União Europeia para o período pós-2030, como forma de aumentar a soberania e a segurança energética do bloco. Segundo a organização, a União Europeia está atualmente 93% dependente das importações de petróleo fóssil para os transportes, uma vulnerabilidade estrutural que a T&E defende dever ser corrigida através de metas mais ambiciosas de eletrificação, não apenas de metas gerais de energia renovável.
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Abrir o comparador →A proposta central da T&E é concreta: que a União Europeia exija aos Estados-membros que a eletricidade renovável represente, pelo menos, metade da meta de energias renováveis nos transportes em 2040. O argumento da organização assenta numa distinção técnica importante: uma meta genérica e elevada de energia renovável nos transportes não garante, por si só, maior soberania energética, já que essa meta poderia ser cumprida através de uma maior dependência de biocombustíveis ou combustíveis sintéticos, muitos deles igualmente importados e sujeitos à mesma volatilidade dos mercados energéticos globais que se pretende evitar. Sem uma aposta explícita na eletrificação direta, a Europa continuaria exposta a riscos semelhantes aos que já enfrenta hoje com o petróleo.

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Entre as recomendações apresentadas para o próximo Quadro da União da Energia, a T&E defende reduzir a dependência europeia de petróleo fóssil importado dos atuais 93% para menos de 75% até 2040, e propõe metas mais exigentes de redução das emissões de CO2 dos automóveis, com preferência clara pela eletrificação direta em detrimento de biocombustíveis e combustíveis sintéticos. Para a organização, cada carro, carrinha ou camião elétrico já em circulação nas estradas europeias reduz diretamente a procura por combustíveis importados, um argumento que liga a transição elétrica não só a objetivos climáticos, mas também a uma lógica mais ampla de segurança e independência energética europeia, num contexto internacional em que crises energéticas recentes já demonstraram, de forma concreta, o custo dessa dependência.
Fontes: SAPO/Lusa, Transport & Environment.
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